Desativar efeitos visuais faz diferença hoje?


 Desativar os efeitos visuais do Windows é uma dica antiga de otimização que muita gente ainda recomenda, mas a real é que o impacto disso mudou bastante com o tempo. Hoje, a diferença existe, mas não da mesma forma que era percebida em versões antigas do sistema.

Os efeitos visuais incluem animações, transparências, sombras, suavização de fontes e transições entre janelas. No passado, quando PCs tinham pouca memória, processadores fracos e placas de vídeo limitadas, esses efeitos realmente pesavam no desempenho. Em versões modernas do Windows, como o 10 e o 11, eles são muito mais bem otimizados e, na maioria dos computadores atuais, rodam sem causar gargalos.

Em máquinas modernas, com SSD, 8 GB de RAM ou mais e uma GPU dedicada ou integrada recente, desativar efeitos visuais costuma trazer ganhos mínimos ou quase imperceptíveis. O sistema já usa aceleração gráfica para lidar com essas animações, o que reduz o impacto direto no processador e na memória. Nesses casos, o maior efeito da desativação é visual, deixando o sistema mais simples, mas não necessariamente mais rápido.

A diferença começa a aparecer em PCs mais fracos ou antigos. Computadores com HD, pouca RAM ou GPUs integradas mais antigas podem se beneficiar da redução de efeitos visuais, principalmente na fluidez da interface. A abertura de janelas, o menu Iniciar e a troca entre programas podem ficar ligeiramente mais responsivos, não por um aumento real de desempenho, mas pela redução de micro travamentos visuais.

Outro ponto importante é o consumo de memória gráfica. Efeitos visuais usam uma pequena parcela da GPU e da RAM compartilhada. Em sistemas muito limitados, essa economia pode ajudar a manter o Windows mais estável, especialmente quando vários programas estão abertos ao mesmo tempo.

Vale destacar que desativar efeitos visuais não aumenta FPS em jogos. Jogos usam seus próprios mecanismos gráficos e ignoram quase completamente as configurações visuais do Windows enquanto estão em tela cheia. O máximo que pode acontecer é uma melhora mínima na estabilidade do sistema em segundo plano, mas não um ganho direto de desempenho dentro do jogo.

Hoje, o maior benefício de reduzir efeitos visuais é consistência e sensação de leveza, não um salto real de performance. Para quem usa o PC para estudar, navegar ou trabalhar em máquinas mais simples, essa mudança pode tornar o sistema mais agradável de usar. Já em PCs modernos, o impacto é tão pequeno que dificilmente justifica abrir mão da experiência visual.

No fim, desativar efeitos visuais ainda faz diferença, mas apenas em cenários específicos. Não é uma otimização milagrosa, nem algo essencial para todos. Entender o seu hardware e o tipo de uso que você faz do computador é o que realmente define se essa dica vale a pena ou não.

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