Windows 11 finalmente corrige lentidão no armazenamento e remove limite histórico do FAT32
A Microsoft começou a liberar mudanças importantes no Windows 11 que atacam dois problemas antigos de uma só vez: a lentidão ao gerenciar armazenamento e um limite técnico que já existia há quase três décadas.
Nas versões mais recentes do programa Insider, o sistema recebeu melhorias claras na área de Configurações de armazenamento, especialmente na seção de discos e volumes. Antes, abrir informações de um HD ou SSD principalmente em máquinas com muito espaço ou várias partições podia levar vários segundos, algo que incomodava bastante no uso diário.
Agora, essa experiência foi praticamente transformada. O acesso às propriedades dos discos ficou quase instantâneo, mesmo em computadores mais modestos. Isso indica que a Microsoft mexeu em partes profundas do sistema, otimizando a forma como o Windows lida com grandes volumes de dados.
Outro detalhe interessante está no comportamento do próprio sistema. O famoso alerta de permissões (UAC) deixou de aparecer de forma invasiva o tempo todo e agora surge apenas quando realmente necessário, como ao acessar arquivos temporários. Isso torna o uso mais fluido e menos interrompido.
Mas a mudança mais simbólica vai além do desempenho. A Microsoft decidiu finalmente remover um limite histórico do FAT32, um sistema de arquivos que acompanha o Windows há décadas.
Durante anos, o Windows impôs um limite artificial de 32 GB ao formatar unidades nesse padrão mesmo que o FAT32, tecnicamente, suporte tamanhos muito maiores. Agora, esse bloqueio foi ampliado para até 2 TB, pelo menos via linha de comando.
Esse limite existia desde os tempos do Windows 95 e nunca foi atualizado, mesmo com a evolução do armazenamento. Ou seja, não era uma limitação real do sistema de arquivos, mas sim uma decisão antiga que acabou ficando por décadas.
Na prática, isso significa mais liberdade. Usuários poderão criar unidades FAT32 maiores sem recorrer a ferramentas externas, o que é especialmente útil para dispositivos que ainda dependem desse formato, como consoles, TVs e equipamentos embarcados.
Mesmo assim, vale um detalhe: essa mudança ainda não foi totalmente aplicada na interface gráfica do Windows. Por enquanto, o novo limite funciona principalmente via comandos, o que mostra que a transição ainda está em andamento.

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