Um ex-executivo da Microsoft revelou um detalhe curioso sobre o passado do Windows: antigamente, cada engenheiro da empresa recebia um
cronômetro para medir a velocidade das animações, menus e programas do sistema. A obsessão era simples, tudo precisava parecer rápido.
Segundo ele, essa mentalidade se perdeu com o tempo, e isso ajuda a explicar por que muitos usuários sentem que aplicativos modernos do Windows 11 são mais “pesados” ou demorados para responder, mesmo em computadores poderosos. O problema nem sempre é a velocidade real, mas sim a sensação de desempenho.
No passado, a Microsoft analisava cada milissegundo das interfaces. Pequenos atrasos já eram considerados inaceitáveis. Hoje, muitos aplicativos utilizam tecnologias modernas como WebView, camadas visuais complexas e efeitos mais elaborados, o que acaba aumentando o consumo de memória e deixando a navegação menos fluida em alguns PCs.
A discussão ganhou força porque a Microsoft está trabalhando justamente para resolver essa sensação de lentidão no Windows 11. Nas últimas semanas, a empresa começou a testar recursos como o novo Low Latency Profile, sistema que acelera temporariamente o processador para deixar menus e aplicativos mais responsivos. Testes iniciais mostram ganhos perceptíveis, principalmente em notebooks mais simples.
Além disso, a Microsoft também vem otimizando o WinUI 3, plataforma usada na interface moderna do Windows 11. A empresa afirma ter reduzido chamadas internas, uso de memória e tempo de processamento para tornar o sistema mais ágil nos próximos updates.
Mesmo com todas as melhorias visuais do Windows 11, muita gente ainda sente falta da rapidez “instantânea” das versões antigas do Windows. E, segundo o ex-chefe da Microsoft, talvez isso aconteça porque a companhia deixou de tratar desempenho como prioridade absoluta durante anos.
Comentários
Postar um comentário