Microsoft rebate críticas sobre novo “truque” de desempenho do Windows 11 e diz: “a Apple faz isso há anos”
A Microsoft respondeu às críticas envolvendo o novo sistema de aceleração de desempenho do Windows 11, chamado internamente de Low Latency Profile. O recurso virou alvo de debates depois que alguns usuários acusaram a empresa de usar um “truque artificial” para fazer o sistema parecer mais rápido sem realmente otimizar o Windows de verdade.
Mas a resposta da Microsoft foi direta.
Segundo Scott Hanselman, vice-presidente da companhia, essa técnica não é nenhuma gambiarra ou “maquiagem”. Ele afirmou que sistemas modernos já utilizam esse comportamento há bastante tempo incluindo o próprio macOS da Apple. Em tom provocativo, o executivo chegou a dizer: “A Apple faz isso e vocês adoram”.
O recurso funciona de maneira relativamente simples: quando o usuário abre aplicativos, menus ou elementos importantes da interface, o Windows aumenta rapidamente a frequência do processador por alguns segundos. Esse pico temporário faz o sistema responder mais rápido e reduz aquela sensação de atraso ao clicar em algo. Depois disso, o processador volta ao comportamento normal.
Na prática, o objetivo não é aumentar potência constante, mas melhorar a sensação de fluidez no uso diário.
Os primeiros testes mostram ganhos consideráveis. Aplicativos da própria Microsoft, como Edge e Outlook, chegaram a abrir até 40% mais rápido em alguns cenários. Menus do sistema, incluindo o Menu Iniciar, também ficaram muito mais responsivos.
Mesmo assim, parte da comunidade criticou a ideia. Alguns usuários argumentaram que a Microsoft deveria focar em corrigir o excesso de processos, vazamentos de memória e componentes pesados do Windows 11, em vez de criar mecanismos para “mascarar” lentidão.
Só que a empresa rebate justamente esse ponto. Segundo Hanselman, sistemas modernos precisam prever ações do usuário para responder instantaneamente. Esperar o processador reagir apenas depois da carga aumentar gera atrasos perceptíveis.
E, tecnicamente, ele tem razão.
macOS, Linux, Android e até smartphones utilizam sistemas parecidos há anos. Quando você toca na tela ou abre um aplicativo, o sistema operacional já antecipa a necessidade de desempenho e acelera temporariamente o processador antes mesmo da carga aumentar totalmente. Isso ajuda a criar aquela sensação de velocidade imediata.
O problema é que o debate acabou expondo outra questão maior: muita gente sente que o Windows 11 ainda está pesado demais.
Nos últimos anos, usuários reclamaram constantemente sobre consumo excessivo de RAM, menus lentos, excesso de processos em segundo plano e partes antigas do sistema convivendo com componentes modernos. Inclusive, recentemente a própria Microsoft admitiu que o Windows 11 ainda depende fortemente da antiga arquitetura Win32, criada décadas atrás.
Por isso, algumas pessoas enxergaram o Low Latency Profile como uma tentativa de esconder problemas estruturais do sistema em vez de resolvê-los na raiz.
Mesmo assim, a Microsoft insiste que as duas coisas estão acontecendo ao mesmo tempo. A empresa afirma que continua corrigindo vazamentos de memória, reduzindo consumo de recursos e melhorando áreas problemáticas do Windows enquanto adiciona novas técnicas para deixar a interface mais responsiva.

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